Flávio Cavalcante

O espectador merece todo nosso respeito, porque sem ele, não há quem possa nos aplaudir

Textos

O QUE SEI É QUE NÃO SABEMOS DE NADA
Artigo de:
Flávio Cavalcante
 
 
     Não tenho a menor dúvida que a abordagem deste tema venha criar muita polêmica, mas, se pararmos para imaginar que somos nada com relação ao universo gigante, tiramos a conclusão que o que sabemos diante de tanto mistério é que não sabemos de absolutamente nada.
 
     É um tema apaixonante e eu tenho acompanhado algumas palestras sobre o assunto onde foram reunidas várias pessoas com os mais variados pensamentos e crenças divergentes a respeito da criação de tudo e de todos e do homem no minúsculo planeta que chamamos de terra.
 
     O palestrante começou a fazer uma comparação bastante inteligente do universo com o corpo humano e as células que o compõe. O corpo seria como o universo e as células como todo o sistema que compõe planetas e estrelas. Sabendo-se que cada célula minúscula é pura vida, foi levantada a questão por que pensamos que somos os únicos no universo, sabendo que na nossa Via-Láctea existem bilhões de planetas desconhecidos?
 
     Confesso que fiquei balançado com toda teoria rezada ao longo da minha vida. Senti o mais provável na teoria palpável daquelas palavras do palestrante. De fato, eu tinha lido uma reportagem onde cientistas descobriram recentemente um planeta muito parecido com a terra e orbita a estrela vizinha do sol. Eles batizaram o novo planeta de “Próxima B”, o planeta é pequeno, rochoso e segundo informações tem toda chance de possuir água líquida. Fica localizada ao redor da estrela próxima do sol a “Centaure”. A distância deste planeta é de 7,5 milhões de Km da sua estrela e segundo os cientistas é equivalente a 5% da distância entre a terra e o sol. Em conversa com um pastor bastante conhecedor das escrituras sagradas ele expôs a sua opinião dizendo que não acredita na existência de outros seres em outros planetas. Ele prefere acreditar na tese que ele prega e sempre estudou. Quer dizer “A impossibilidade” disse também que se no futuro comprovarem que tudo isto é um fato, ele rasgaria a bíblia; pois, tudo que ele vem pregando aos seus fiéis vai desmoronar completamente. Somos estranhos no universo.
 
     É bem verdade que é assustadora a devastação da natureza pelas mãos daquele que deveria preservar. O homem e sua ganância destrói o seu próprio habitat. Segundo os pesquisadores o nosso planeta só tem mais 1000 anos de vida e há uma preocupação de um novo meio de sobrevivência para perpetuar da espécie em outro habitat parecido com o nosso. O problema é ainda rastejamos na tecnologia para se chegar a um planeta nessa performance.
 
     A palestra continuou em discussão. Na verdade, tiramos a conclusão que somos nada se comparando um gigante que é o nosso espaço. O fato é que se olharmos para o universo, vamos chegar à conclusão que somos apenas uma agulha no meio de um enorme palheiro. O mistério que envolve a criação, a nossa origem, depois dessa palestra, foge completamente do que estamos acostumados a ouvir ao longo da nossa vida. A conclusão depois da palestra muito bem fundamentada é que temos uma concepção muito falhas das coisas que acontecem bem ao nosso redor. As crenças impregnadas pelos nossos antepassados deixam bem claro que devemos crer nas escrituras sagradas, plantando a impossibilidade de existência de outros povos em outros planetas.
 
     O fato de que houve uma criação é obvio, mas a nossa concepção prefere acreditar numa impossibilidade mesmo vendo depoimentos de pessoas que viram algum vestígio de seres estranhos no espaço.
 
     “Quem não acredita que estamos sós nessa imensidão do universo? ”
 
     Essa pergunta calou a voz de muitos participantes depois que o palestrante concluiu. Segundo o pesquisador John Barnes “A possibilidade de existência do planeta já era investigada há muito tempo, porém os cientistas queriam se certificar de que os dados eram realmente precisos. Isso porque a luz de uma estrela anã vermelha como a Próxima Centauri pode variar de forma a imitar a presença de um planeta. "Assim que estabelecemos que a variação não era causada por buracos estelares, soubemos que poderia ser um planeta orbitando uma zona onde a água poderia existir, o que é muito empolgante. Se futuros estudos concluírem que as condições de sua atmosfera são adequadas para abrigar vida, esta será provavelmente uma das descobertas científicas mais importantes que faremos"
 
     No meu olhar crítico, acredito piamente nessa tese de que não estamos sozinhos no universo. Seria hipocrisia da minha parte se achasse o contrário. Em tempos de outrora não se concebia ter outros povos do outro lado do nosso planeta. Achávamos que tudo se resumia no nosso povoado. Até acreditar que a terra era um quadrado foi levantada essa tese e muita polêmica até chegar a uma conclusão óbvia. O fato, é que o homem ainda desconhece os mistérios que envolvem a criação do seu próprio mundo e esse mistério vai além de nossa concepção mesmo nos tempos atuais e vai se perpetuar por muito tempo ainda; até termos essa certeza, muita água vai rolar embaixo da ponte, sendo assim ficamos a iguais a asnos que só enxergam o que vêem pela frente esquecendo de olhar para os lados.
 
 
Flavio Cavalcante
Enviado por Flavio Cavalcante em 28/10/2016
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